A party of dead cows

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Já imaginou morar em um país cujo presidente é um ex-hacker? Well, isso pode ocorrer em breve nos Estados Unidos. O democrata Beto O'Rourke, de 46 anos, ex-vereador de El Paso e ex-congressista pelo Texas, anunciou na quinta-feira (14) sua candidatura à presidência dos EUA. Acontece que, durante sua adolescência, O’Rourke foi membro do Cult of the Dead Cow (cDc), um famoso grupo hacker fundado em 1984. Eles são constantemente apontados como os criadores do termo “hackativismo”.

Também foi o cDc que desenvolveu o Back Orifice, uma ferramenta lançada na DEF CON de 1998 e que se aproveitava de falhas no Windows para permitir o controle remoto de computadores inseguros. Hoje em dia, o software poderia ser apontado como o pai dos trojans de acesso remoto (remote access Trojan ou RAT).

De acordo com uma investigação da Reuters, embora não existam indícios de que o político tenha se envolvido com “o lado negro” do hacking, o fato é que os amigos de O’Rourke fizeram o possível para esconder sua associação ao cDc durante décadas temendo que esse segredo pudesse comprometer sua viabilidade política. Em um discurso organizado na sexta-feira (15), o democrata confirmou sua associação. “Era algo que eu fazia parte na minha adolescência, há muito, muito tempo”, comentou.

Mais tarde, em Washington, o candidato demonstrou arrependimento por ter sido integrante do cDc. “Não é algo pelo qual eu tenha orgulho hoje [...] Tudo o que eu posso fazer é dar o meu melhor, e é isso que estou tentando fazer. Não posso controlar nada do que eu fiz no passado. E apenas posso controlar o que farei daqui pra frente e o que eu planejo fazer é dar o meu melhor”, explicou O’Rourke.

Caso tenha se interessado pelo passado de Beto (que costumava responder pelo nickname Psychedelic Warlord), recomendamos dar uma lida no dossiê da Reuters.


While you were sleeping...

  • O recente ataque à Citrix, que culminou no roubo de 6 TB de dados sensíveis, foi feito usando a técnica de credential stuffing — ou seja, os hackers usaram senhas de funcionários reutilizadas em outros serviços já vazadas anteriormente. Ouch.

  • A pirâmide da Kriptacoin continua dando o que falar. Agora, os responsáveis pelo esquema fraudulento vão responder por lavagem de dinheiro além das acusações anteriores (estelionato, organização criminosa etc.).

  • Um jovem programador brasileiro conseguiu criar um bot capaz de criar vídeos de forma autônoma para o Youtube — o robô seleciona imagens, pesquisa textos sobre o assunto e monta o clipe desejado.

  • O banco britânico NatWest vai começar a testar, em abril, um cartão de crédito equipado com um leitor de impressões digitais. Essa tecnologia vai dispensar o uso de PINs ou senhas para autorizar transações financeiras.

 
 
 

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