Alguém segure esses asiáticos, pls?

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Os conflitos cibernéticos globais estão se tornando cada vez mais graves. Ao longo da última semana, diversos países acusaram um grupo de hackers ligados ao governo chinês — conhecido como Advanced Persistent Threat 10 ou simplesmente APT10 — de manter uma campanha de espionagem “há mais de uma década”, tendo recolhido informações sensíveis de pelo menos 45 empresas norte-americanas.

A primeira grande potência a jogar a sujeira no ventilador foram os Estados Unidos, que acusaram Zhu Hua e Zhang Shilong de serem os principais responsáveis pelos ataques cibernéticos que ocorrem desde 2006.

Ao longo de todos esses anos, a dupla utilizou métodos diversos, incluindo ataques de phishing direcionado, para roubar “milhares de gigabytes” de segredos industriais e dados sensíveis de órgãos governamentais e empresas privadas dos EUA, incluindo a Marinha, o Centro de Voos Espaciais Goddard, o Laboratório de Propulsão a Jato (ambos da NASA) e o Laboratório Nacional de Lawrence Berkeley.

Já na esfera privada, os criminosos — que possuem ligações com o Ministério de Segurança do Estado da República Popular da China — atingiram empresas como IBM e HP, se apossando inclusive de informações de seus clientes. Embora outros nomes não tenham sido citados, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos também garantem que instituições financeiras, empresas de telecomunicações, fabricantes de produtos para consumidores e até exploradores de óleo e gás também estão entre as vítimas.

A Europa também não ficou de fora. De acordo com a Area 1, empresa especializada em soluções de segurança cibernética, hackers chineses comprometeram uma rede utilizada por países da União Europeia (conhecida como COREU) e desviou documentos confidenciais sobre assuntos como proliferação nuclear, controle de armas, direitos humanos, debates diplomáticos regionais e assim por diante. Este artigo da Fortune explica em detalhes como as invasões ocorreram.

Seguindo a linha, o Japão também afirmou ter sido afetado pela campanha chinesa. De acordo com Takeshi Osuga, ministro de relações exteriores do país, foi possível “identificar ataques contínuos realizados pelo grupo APT10 em vários alvos domésticos”; o executivo pede que Pequim tome providências urgentes, visto que tal prática fere o acordo feito pela China com os EUA de não utilizar métodos cibernéticos para roubar segredos industriais, comerciais ou de propriedade intelectual.

Por fim, na última sexta-feira (21), a Nova Zelândia entrou no rol de países que acusam os asiáticos de manterem uma campanha global de vigilância. “A Nova Zelândia está comprometida em manter a ordem internacional baseada em regras e hoje se une a parceiros que expressam que campanhas cibernéticas são inaceitáveis”, afirmou Andrew Hampton, diretor-geral do Gabinete de Segurança das Comunicações do Governo. Atualmente, Zhu Hua e Zhang Shilong estão sendo procurados pelo FBI.


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