Ao mundo exterior

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Nunca foi tão fácil para nós, a equipe da The Hack, apontar o ocorrido mais importante de uma semana. Na última quinta-feira (11), o jornalista e ciberativista australiano Julian Assange, fundador do WikiLeaks, foi arrastado para fora da embaixada equatoriana e preso pela Política Metropolitana de Londres.

Assange se refugiava ali desde junho de 2012 — esta foi a primeira vez que uma das figuras mais famosas e controversas do ciberativismo vê a luz do dia. E isso terá mais implicações e desdobramentos do que você pode imaginar.

Antes de mais nada, a little recap. Assange começou a se complicar lá em 2010, quando o WikiLeaks ganhou notoriedade após publicar documentos e imagens confidenciais que denunciaram abusos por parte de soldados norte-americanos no Iraque. Foi o suficiente para que os EUA passassem a perseguir o dono do projeto. No mesmo ano, a Suécia interrogou o ativista por uma acusação de estupro e outra de abuso sexual. Assange chegou a ser detido, mas pagou fiança e foi liberado.

Foi só em 2012 que, temendo ser extraditado para a Suécia ou para os EUA, Assange pediu refúgio na embaixada do Equador em Londres — e permaneceu lá até semana passada. O presidente equatoriano, Lenín Moreno, afirmou que o status de asilo político foi revogado por conta de violações a “convenções internacionais” e a “protocolos de convivência”. Pelo jeito, Assange não era um bom hóspede; esta reportagem revela reclamações por parte da equipe de segurança responsável pelo australiano, que era visto como um incômodo.

A paranoia de Assange, tal como as constantes visitas de celebridades e as inúmeras solicitações de jornalistas, acabavam atrapalhando a rotina dos guardas que trabalhavam no local. Além disso, a staff da embaixada se queixa das constantes brigas com o jornalista, tal como seus hábitos pouco educados — incluindo uma notável falta de higiene pessoal. O ciberativista também demonstrava estar perdendo sua saúde, sofrendo com uma visão debilitada e uma pobríssima disposição física.

Cumprindo o prometido, o WikiLeaks resolveu disponibilizar ao público toda a sua coleção de arquivos confidenciais em um diretório livre para qualquer pessoa explorar. Dá uma conferida. A equipe da The Hack estudou boa parte dos documentos e constatou que, diferente do que muitos afirmaram, tudo indica que não há novidades em tal coleção: toda a informação que encontramos ali já havia sido divulgada anteriormente no portal. Ao mesmo tempo, o site já recebeu US$ 15 mil em doações via bitcoin como suporte à Assange.

Por enquanto, o ciberativista segue preso no Reino Unido, mas já há um pedido de extradição aos EUA.


While you were sleeping...

  • O Facebook usará inteligência artificial para “aprender” que determinado usuário faleceu e desativar aquelas inconvenientes notificações pedindo para que seus amigos lhe enviem mensagens de feliz aniversário. We’re glad.

  • Pesquisadores revelaram a existência de um novo marketplace obscuro nas estranhas da web. Batizado de Genesis, ele é especializado em comercializar identidades completas de cidadãos.

  • Estudiosos já encontraram falhas estruturais no novo protocolo de segurança WiFi WPA3. As brechas são similares às que perturbavam o WPA2 e podem ser usadas para roubar o hash da senha de uma rede sem fio.

  • A Disney anunciou que lançará um serviço de streaming próprio no mês de novembro. A plataforma vai se chamar simplesmente Disney+ e vai custar US$ 7 por mês lá fora (ou US$ 70 no plano anual).

 
 
 

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