Eles escolheram “não”

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Na segunda-feira, durante o Fórum de Governança da Internet da UNESCO, o presidente da França Emmanuel Macron divulgou aquilo que foi batizado de “Paris Call for Trust and Security in Cyberspace” — que, em uma tradução livre, significa “Chamado de Paris para Confiança e Segurança no Ciberespaço”. Trata-se de um novo tratado global que tem como objetivo reduzir e mitigar ameaças cibernéticas em um mundo cada vez mais conectado.

Obviamente, a proposta de Macron faz sentido, e o inteiro teor do acordo até elenca algumas metas específicas — como impedir que atores estrangeiros interfiram digitalmente em eleições e acabar com “ataques hackers retaliatórios”, duas situações que vêm ocorrendo com certa frequência. Até o momento, o tratado já foi assinado por mais de 50 nações, 90 ONGs e universidades e 130 empresas privadas. Só tem um detalhe…

Os Estados Unidos quiseram ficar de fora.

Embora várias corporações norte-americanas já colocaram suas assinaturas (incluindo a Google, a Microsoft, o Facebook e a IBM), o governo dos EUA em si ignorou a proposta — e nem sequer se deu o trabalho de explicar o motivo. Junto com eles, Rússia, China, Irã e Israel também estão na lista de potências que preferiram não se juntar ao Paris Call. Ah, o Brasil também não entrou nessa, mas é provável que seja só uma questão de tempo.

Coincidentemente, os países que rejeitaram o tratado são conhecidos por desenvolver e utilizar armas cibernéticas — seja para uso interno (com intuito de vigilância em massa) quanto externo (para espionagem e sabotagem industrial). Seria radical dizer que tal recusa simboliza a vontade dessas nações de continuar investindo nessas atividades, que, mais cedo ou mais tarde, podem culminar em uma verdadeira ciberguerra.

Vamos ver no que isso vai dar.


While you were sleeping...

  • Pesquisadores descobriram mais falhas à la Meltdown/Spectre em processadores da AMD, da ARM e da Intel. Desta vez, foram sete novas vulnerabilidades de uma só vez que vão precisar de patches para correção. Wow.

  • Um pesquisador encontrou mais um bug no Facebook que pode ter sido usado para expor informações sensíveis de seus usuários. Embora a rede social já tenha consertado o problema, não se sabe se ele foi usado indevidamente por criminosos.

  • Por um vacilo, um promotor dos EUA acabou revelando que o país possui uma série de acusações criminais — só que ninguém sabe exatamente do quê ele está sendo acusado.

  • A BlackBerry vai comprar a Cylance por nada menos do que US$ 1,4 bilhões em dinheiro vivo. Com isso, a companhia — cada vez mais fraca no setor de smartphones — pretende se fortalecer em soluções corporativas de segurança.

 
 
 

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