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EUA acusa Google de ter feito acordo de monopólio com o Facebook

Guilherme Petry 0 min

Representantes da procuradoria-geral de dez estados dos Estados Unidos, estão acusando o Google de fazer um acordo de privilégios com o Facebook em troca da promessa de dar prioridade à rede social em leilões de anuncios online. Segundos os procuradores, essa atividade é ilegal e tanto o Google como o Facebook estariam agindo contra a lei de antitruste.

Google e Facebook são as duas maiores empresas de anúncios online do mundo. O esquema entre as empresas teria começado ainda em 2018, com o objetivo de dividir o mercado de anúncios em sites e aplicativos. A denúncia alega que as empresas combinaram de fixar preços e dividir o mercado de publicidade, acabando com a concorrência.

Na reclamação, liderada pelo estado do Texas, muitas partes do conteúdo foram censuradas. No entanto, eles são bem claros com relação a denúncia. “Além de incentivar o Facebook e ceder o mercado de servidores de anúncios de editores [sites e aplicativos] para o Google, o acordo fixa preços e aloca mercados entre o Google e o Facebook como licitantes concorrentes nos leilões de exibição na web dos editores e inventário de publicidade no aplicativo”, escrevem.

Exemplo da censura na reclamação disponível no site da procuradoria geral do Texas.
Exemplo da censura na reclamação disponível no site da procuradoria geral do Texas.

Entenda o caso

Um dos principais fundamentos da reclamação está baseado no “header bidding”, uma espécie de leilão automatizado para identificar quem é o anunciante pagando mais por espaços oferecidos em sites e aplicativos, essa ferramenta permite que os editores e desenvolvedores de aplicativos ganhem mais dinheiro com um anúncio.

O Facebook, embora veicule anúncios em sua rede social, também oferece anúncios para sites e aplicativos. Em 2017, anunciou que também iria operar com header bidding. O Google não gostou nada desse novo competidor e em setembro de 2018 teria fechado um acordo com o Facebook.

A reclamação sugere que o Facebook concordou em “restringir suas iniciativas de header bidding” e consequentemente enviar os anunciantes da sua plataforma para a plataforma do Google. Em troca, o Facebook receberia vantagens especiais, como prioridade em leilões de anúncios, mesmo que não tenham feito o lance mais alto.

De acordo com a lei norte-americana, é ilegal que duas empresas façam qualquer contrato ou acordo de restrição do comércio. Se houver prova de que as empresas concordaram em fixar os preços, restringir mercado e fraudar licitações, o ato é considerado ilegal.

O Google garante que não há privilégios. Já o Facebook disse que é uma das mais de 25 empresas que participam do programa de header bidding do Google, sem receber nenhum privilégio.

“As alegações do procurador-geral Paxton sobre tecnologia de publicidade não têm mérito, mas ele foi em frente, apesar de todos os fatos. Investimos em serviços de tecnologia de publicidade de última geração que ajudam as empresas e beneficiam os consumidores. Os preços dos anúncios digitais caíram na última década. As taxas de tecnologia de anúncios também estão caindo. As taxas de tecnologia de anúncios do Google são menores do que a média do setor. Essas são as marcas de uma indústria altamente competitiva. Vamos nos defender fortemente de suas reivindicações infundadas no tribunal”, disse um porta-voz do Google à Wired.


Fonte: Wired; Procuradoria Geral do Texas.

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