O verdadeiro negócio da China

ezgif-5-08d1020156f3.gif
 

Uma verdade inconveniente ou uma só uma tentativa de conseguir IBOPE? We don’t know. O fato é: na quinta-feira (4), o jornal Bloomberg publicou uma reportagem que causou um grande rebuliço no mercado de tecnologia, afirmando que a China estaria implantando microchips em servidores e máquinas utilizadas em grandes corporações norte-americanas — incluindo Apple e Amazon.

Citando “extensas” entrevistas com “fontes corporativas e governamentais”, o veículo afirma que as placas-mãe dos servidores da Supermicro (que são fabricados em território chinês) estariam contaminados com um microchip menor do que um grão de arroz, mas com capacidade de se comunicar com outros computadores anônimos e transmitir informações sensíveis, agindo assim como um espião microscópico.

O Bloomberg afirma que mais de 30 empresas dos EUA foram vítimas da campanha e tanto a Apple quanto a Amazon teriam descoberto a manobra em 2015, momento em que as autoridades teriam sido alertadas e uma investigação teria sido iniciada.

Para dar ainda mais credibilidade à denúncia, a reportagem relembra que a Apple cortou laços com a Supermicro em 2016, enquanto a Amazon teria “vendido” seus servidores chineses da AWS Elemental para uma empresa chamada Sinnet só para se livrar dos servidores.

Ambas as companhias negam as acusações. A Apple, em um longo comunicado público, afirma nunca ter encontrado qualquer chip malicioso plantado em seus servidores e sugere ainda que o jornal esteja confundindo tal história com um incidente real de 2016, no qual um único driver infectado por malwares foi detectado em um único servidores da Supermicro.

A Amazon também publicou um texto sobre “o artigo errôneo” da Bloomberg, explicando que seus servidores chineses sempre foram operados pela Sinnet e que eles mesmo já haviam dito ao veículo — em múltiplas ocasiões — que nenhum microchip espião jamais foi encontrado em seus servidores do AWS, chegando a detalhar as auditorias de segurança realizadas periodicamente junto com a Supermicro.

Infelizmente, essa é mais uma daquelas histórias que são bem difíceis de saber quem está falando a verdade. Visto que o Bloomberg não se queimaria à toa e que um incidente de segurança dessa magnitude seria péssima para a imagem das empresas envolvidas (e para a segurança dos EUA como um todo), devemos encarar essa discussão como um conflito de interesses. Ficaremos com uma pulga atrás da orelha.


While you were sleeping...

  • A Nova Zelândia aprovou uma lei que pode obrigar os turistas a informar a senha de seus dispositivos móveis — os infratores podem ser obrigados a arcar com multas de até 2,5 mil libras.

  • A FireEye acusou o grupo de hackers chineses conhecidos como APT38 de realizar uma série de ataques contra instituições bancárias globais, em um movimento que pode ter gerado “centenas de milhões” de dólares.

  • Tim Berners-Lee apresentou um projeto que visa descentralizar a web e permitir que os internautas estejam de novo no poder se suas próprias informações. Se chama Solid.

 
 
 

GOSTOU?

Se inscreva e receba nossa newsletter com mais conteúdos bacanas como este.

COMPARTILHa com a galera.