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Relatório: cresce o número de infecções por código malicioso no Brasil em relação ao ano passado

Guilherme M. Petry 0 min

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Na contramão geral da América Latina, que apresentou uma queda de 8% nas infecções por código malicioso em 2019, o Brasil teve um crescimento de 1,26% em relação ao ano passado, indo de 11% em 2018 para 12,26% em 2019, informa o Relatório de Segurança da ESET de 2020.

De acordo com o estudo, houve um amadurecimento no modo como são executados ataques cibernéticos. A empresa notou uma diminuição dos ataques generalistas e massificados, que estão em transição para ataques mais direcionados, o que não é motivo para relaxar com a segurança, já que quanto mais direcionado, maiores chances de sucesso.

Azul representa 2019 e o verde representa 2018 (Reprodução: ESET)

O relatório tem como principal objetivo analisar a situação da segurança das empresas na América Latina. Para sua produção, a ESET contou com a participação de mais de 3900 empresas, divididas em 14 países diferentes como o Brasil, Argentina, México, Colômbia, Chile, Guatemala e outros.

Os resultados

O acesso indevido à informação é o que mais preocupa as empresas no quesito de segurança cibernética, com 60% das empresas afirmando ser sua principal preocupação. Já o roubo de informações fica em segundo lugar, com 55% e as infecções por malwares ou códigos maliciosos em terceiro lugar, com 53%.

Os ataques de phishing continuam sendo um problema muito explorado no continente. Dos usuários individuais entrevistados, quase 45% afirmaram ter recebido tentativas de phishing relacionados à pandemia do novo coronavírus. Além disso, 50% garantiram que a empresa para qual trabalham não apresenta ferramentas necessárias para manter o trabalho remoto seguro.

Cerca de 60% das empresas analisadas afirmaram ter sofrido pelo manos um incidente de segurança durante o ano de 2019, número que se mantém com relação ao ano passado. Outro dado que se mantém é a infecção por códigos maliciosos: 1 a cada 3 empresas afirmaram ter sofrido uma infecção, o que inclui ransomware.

Uma média de 60% (Reprodução: ESET)

Por mais que a ideia de se preocupar com segurança de dados já exista nas empresas desde os últimos anos (aumento considerável após a LGPD), os pesquisadores da ESET acreditam que nesse momento há uma necessidade de mitigar os novos ataques, que estão cada vez mais direcionados, para evitar maiores danos, principalmente com relação a gestão de dados, tanto de funcionários, como de clientes e usuários.

Confira o Relatório de Segurança da ESET de 2020 e fique por dentro das tendências tecnológicas além de identificar quais os melhores caminhos para manter sua empresa segura e longe das mãos de cibercriminosos.


Fonte: ESET

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