Sorry, not enough credits

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Well, it’s happening. A China começou a implementar o seu “sistema de crédito social” — uma invenção um tanto orwelliana que pretende atribuir uma pontuação para cada um de seus cidadãos com base em suas atitudes e comportamentos, punindo os indivíduos “desonestos”. Sim, parece muito com aquilo que vemos no primeiro episódio do seriado “Black Mirror” — e é essa a parte mais assustadora da coisa toda. We all know how it ends.

De acordo com o The Independent, embora o sistema só vá ser inaugurado definitivamente em 2020, o governo já impediu 11,14 milhões de pessoas de viajar de avião por conta de sua baixa pontuação social — outras 4,25 milhões ficaram incapacitadas até mesmo de adquirir tickets para viagens em trens de alta velocidade. Fica claro que a ideia inicial é restringir a liberdade de ir e vir daqueles considerados, de alguma forma, desonestos.

Conforme o documento que detalha o sistema de crédito social, o plano é que, além de colocar indivíduos de baixa pontuação em uma lista negro, seja divulgada uma lista de empresas e cidadãos não-confiáveis “em uma periodicidade regular”. Pode parecer piada, mas o relatório também cita que será necessário “formular um padrão de desconfiança e punição”, para que “aqueles que violem a lei paguem um preço alto”.

Como ganhar pontos? Fazendo trabalho voluntário e doando sangue, por exemplo. Como perder pontos? Violando leis de trânsito, cobrando taxas abusivas (no caso de comércios), fumando em áreas proibidas, publicando notícias falsas na internet e… Acredite ou não, comprando muitos videogames.

Uma das questões mais problemáticas disso tudo é: como as autoridades saberão de exatamente tudo o que cada um dos 1,3 bilhão de cidadãos chineses estão fazendo? A resposta com certeza flerta com tecnologias de vigilância em massa que desrespeitam a privacidade individual em seus conceitos mais básicos, incluindo câmeras equipadas com reconhecimento facial e coleta abusiva de dados pessoais. Dark times lie ahead.


While you were sleeping...

  • Dois cidadãos mexicanos foram mortos por outros populares por conta de uma notícia falsa que se propagou pelo WhatsApp. De acordo com o boato, a dupla seria responsável por sequestrar e abusar de crianças — o que não era verdade.

  • Pesquisadores alertaram sobre uma nova movimentação do grupo de hackers russos Fancy Bear (APT28). Os criminosos estão disparando trojans de acesso remoto (RATs) para instituições governamentais norte-americanas e europeias sob o disfarce de um arquivo do Word.

  • A Microsoft deu mais um passo em sua jornada para criar “um mundo sem senhas” ao permitir o login de várias soluções e softwares (Outlook, Skype, Office, OneDrive, Xbox Live etc.) com dispositivos no padrão FIDO2, como o Yubikey.

 
 
 

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