Um vazamento para recordar

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É bem provável que você nunca tenha ouvido falar do nome “Marriott Internacional”, mas é possível que já tenha se hospedado em uma das 30 redes de hoteis que o conglomerado global é responsável por operar — portfólio que inclui as marcas W, Sheraton e mais recentemente Starwood Hotels & Resorts. Pois bem: saiba que o grupo foi vítima de um vazamento de dados que afetou nada menos do que 500 milhões de clientes, o que coloca tal incidente no “Top 5” de maiores vazamentos da história da segurança da informação.

Quem anunciou tal tragédia foi o próprio grupo Marriott, que emitiu um comunicado oficial na sexta-feira (30). O problema estava justamente no sistema da rede Starwood, que detectou “acessos não-autorizados” ao seu banco de dados de hóspedes — algo que pode estar acontecendo desde 2014. Entre as informações expostas, estão incluídos nome, endereço, número de telefone, data de nascimento, email, número de passaporte e outros detalhes.

Além disso, um número não-especificado de clientes também teve suas informações bancárias roubadas por agentes externos — porém, a Marriott ressalta que tais dados estão criptografados, logo, as chances de que criminosos consigam utilizá-los para aplicar golpes são baixas. Além de alertar as autoridades e “colaborar” com as investigações, a marca começou a alertar os hóspedes afetados nos EUA, Canadá e Reino Unido.

Se o número estimado de 500 milhões de vítimas for confirmado, o vazamento da Marriott só perderá, em gravidade, para ao sofrido pela Yahoo! em 2013, quando 3 bilhões de contas de usuários acabaram caindo nas mãos de hackers. Além disso, visto que o incidente acaba se enquadrando nas regras da GDPR, é bem provável que o conglomerado de hotéis tenha que arcar com multas pesadas por causa desse “descuido”.


While you were sleeping...

  • O Uber ganhou um novo inimigo no Brasil: sindicatos e associações de ônibus, que acusam a nova modalidade “Uber Juntos” de ser “um transporte ilegal de passageiros”. As companhias pedem que o app seja banido do país.

  • Apesar desse desafio, a companhia garantiu que pretende trazer seu serviço de compartilhamento de bicicletas elétricas (inaugurado no exterior após a aquisição da startup Jump) para o Brasil em 2019.

  • Os EUA acusaram dois hackers iranianos de serem os responsáveis pela operação do ransomware SamSam, que causou grandes danos no primeiro semestre deste ano — embora ele tenha sido detectado pela primeira vez em 2016.

  • A Dell revelou ter sofrido um incidente cibernético no começo do mês de novembro que pode ser exposto dados de alguns de clientes — porém, a marca afirma que informações bancárias e de cartões de crédito estão seguras.

 
 
 

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