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Hospital usa o cão-robô Spot para monitorar pacientes com COVID-19

Ramon de Souza 0 min

O cão robótico Spot, fabricado pela Boston Dynamics, está disponível para compra desde setembro de 2019. Por mais que o invento tenha se tornado um fenômeno instantâneo na internet, muitos ainda se perguntavam qual seria a real utilidade prática para o quadrúpede tecnológico que custa US$ 74,5 mil (cerca de R$ 407 mil). Bom, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) parece ter uma boa resposta para esses questionamentos.

Pesquisadores da universidade privada pretendem testar o uso do Spot para monitorar sinais vitais de pacientes com suspeita de COVID-19, permitindo um acompanhamento bem mais seguro que dispensa a exposição desnecessária dos médicos aos vetores de contágio. Os experimentos serão feitos de forma controlada no Brigham and Women's Hospital, hospital universitário localizado em Massachusetts.

Os “Spots-enfermeiros” são controlados remotamente, contam com quatro câmeras em sua cabeça e são capazes de medir a temperatura corporal, a frequência respiratória e cardíaca e até a saturação de oxigênio no sangue dos pacientes. Um tablet acoplado também possibilita um bate-papo remoto entre o médico e o enfermo, que consegue fazer perguntas sem ter que se aproximar do leito.

Reprodução: MIT News

“Na robótica, um de nossos objetivos é usar automação e tecnologias robóticas para tirar pessoas de trabalhos perigosos”, explica Henwei Huang, pesquisador pós-doutoral do MIT. “Nós imaginamos que deve ser possível para nós usar um robô para remover trabalhadores da área da saúde do risco de exposição direta ao paciente”, complementa.

Huang é um dos principais pesquisadores do estudo recentemente publicado no jornal techRxiv. No relatório completo, a equipe detalha a criação de um algoritmo que utiliza as câmeras infravermelhas do Spot para medir os sinais vitais do paciente, observando sua temperatura e comparando-a com a temperatura do ambiente, por exemplo. Para que o projeto seja empregado em larga escala, porém, é necessário uma aprovação da Food and Drug Administration (FDA).


Fonte: MIT News

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