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Recuperação pós-ransomware custa US $ 1,5 milhão por dia à hospital dos EUA

Guilherme Petry

A rede de hospitais do Centro Médico da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, foi atingida por um ransomware Ryuk em outubro de 2020. Mais de 5 mil computadores foram infectados no ataque. Agora, três meses depois, os hospitais da universidade ainda sofrem as consequências: um custo de aproximadamente US $1,5 milhão por dia.

Embora a maioria dos computadores e sistemas (70%) do hospital já estejam funcionando, algumas aplicações ainda estão inativas, o que gera atraso no atendimento de pacientes de diversos departamentos, incluindo a radiologia, informa o diretor-geral do hospital, Stephen Leffler. Segundo ele, o custo de US $1,5 milhão por dia é decorrente dos gastos feitos com a recuperação dos sistemas e com a perda de receita causada por esse atraso.

De acordo com a Infosecurity Magazine, a rede de hospitais da Universidade de Vermont atende grande parte do estado de Vermont, como também atende partes do interior do estado de Nova York. Depois que o ransomware já tinha infectado seis hospitais da rede, o governador de Vermont, Phill Scott, pediu reforços do exército norte-americano para ajudar na contenção da infecção e na recuperação dos danos.

“Em 2020, nossa rede, como aquelas em todo o mundo, enfrentou enormes desafios devido à pandemia COVID-19, apenas para ser ainda mais prejudicada por um ataque de ransomware”, disse o hospital em uma nota publicada na última terça-feira (05).

O ataque prejudicou a capacidade do hospital de conter a situação da pandemia do novo coronavírus (COVID-19), já que os sistemas eletrônicos são fundamentais para manter a operação e gestão eficiente de um hospital.

Um prontuário eletrônico é uma das coisas mais importantes que podemos fazer para garantir atendimento de alta qualidade... É uma sorte que o ataque cibernético ficou para trás e podemos nos concentrar mais em lidar com a COVID-19 em Vermont e nossos pacientes”, conclui o diretor.

Impacto pós-ransomware

Segundo um relatório recente da desenvolvedora norte-americana de segurança da informação, Fortinet, um ataque de ransomware organizado pode comprometer sistemas inteiros em 30 segundos, mas, a recuperação de um ataque desses leva, em média, 16 dias. Além disso, as consequências financeiras de uma infecção de ransomware podem ser de 5 a 10 vezes maior que o pedido de resgate.

“O ransomware é uma ameaça líder com base no impacto que tem dentro de uma organização, pois um ataque de ransomware pode encerrar completamente uma empresa. Devido ao sucesso financeiro do ransomware, ele continua a atrair cibercriminosos”, escrevem os pesquisadores da Fortinet.

No setor da saúde essas consequências vão além da perda financeira, atraso de operações e vazamento de dados, já que muitas pessoas dependem do hospital e sua tecnologia para se manterem vivas.

Em setembro de 2020, uma mulher de 78 anos morreu dentro de uma ambulância do Hospital Universitário de Düsseldorf, que não conseguiu atender a paciente pois estava infectado por um ransomware. O caso ficou conhecido como a primeira morte por ransomware na história.


Fontes: US News; Infosecurity Magazine; Bleeping Computer; Fortinet.

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